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Pastoral do Migrante

No dia 19 de junho, comemorou-se o Dia Nacional do Migrante, situação dos homens e mulheres que migram de um estado para outro, em busca de emprego e melhores condições de vida, que é um dos grandes desafios sociais em nosso país, não sendo diferente em Goiás.

São muitos os que chegam à Rodoviária de Goiânia, diariamente, vindo de diversos estados, sem nenhuma condição para instalar-se e sobreviver até conseguir trabalho. Faltando recursos até para voltar à terra natal, permanecem em condições materiais e psicológicas cada vez piores.

                 

As necessidades são muitas e poucos são os recursos materiais e humanos para acolher, orientar e oferecer um teto temporário, agasalho e alimento aos mais necessitados, como explica a irmã Glória Dal Pozzo (mscs), coordenadora da Pastoral dos Migrantes, na entrevista concedida ao Encontro Semanal.

JES - Em que trabalhos tem se dedicado o Serviço Pastoral dos Migrantes na Arquidiocese de Goiânia?

Atividades de acolhimento, orientação, a realização de cadastro no escritório da Pastoral dos Migrantes, na Rodoviária Central de Goiânia. Encaminhamos para abrigo ou os ajudamos, conforme a necessidade de cada migrante, conforme a procura de emprego para outros municípios, sendo com propostas ou buscando por conta própria em diferentes frentes de trabalho.

Com os estrangeiros, imigrantes haitianos principalmente, como os residentes em Aparecida de Goiânia, Expansul e Jardim Guanabara I, atuamos na assistência e orientação para conseguirem documentação e para que possam aprender o idioma Português, o que facilita sua inserção na comunidade local, defendendo sua dignidade. Articulamos e organizamos aulas de Português com professores voluntários, seja da comunidade local ou universitários.

JES - Quais os desafios da Pastoral dos Migrantes em nossa Igreja particular?

Um dos desafios refere-se à acolhida de quem chega a Goiânia e quer prosseguir viagem, ou permanecer na cidade o tempo sufi ciente para procurar trabalho, pois não há um espaço para acolher dignamente o migrante, a fim de pernoitar. Há uma insistência deles em conseguir emprego, mesmo diante de tanta crise. Outro desafio é a falta de pessoas voluntárias para somar conosco no serviço de atendimento ao migrante.

JES – Qual é a realidade da migração em Goiás?

São muitos os que estão indo para outros estados em busca de emprego e melhores condições de vida, mas há também um número significativo de retorno, por não o conseguirem. Somente no semestre passado, mais ou menos 400 goianos foram atendidos no escritório da Pastoral dos Migrantes, na Rodoviária Central de Goiânia.

JES - Como está a situação dos haitianos que vieram para nosso estado?

Em Goiás, estão em número aproximado de 2 mil. Uma realidade muito sentida por eles é o baixo salário para custear as diversas despesas com aluguel, alimentação, transporte, remédios e outras necessidades. Sobra pouco para enviar aos seus familiares no Haiti. O que mais reclamam é dos altos custos do aluguéis.

JES - O que podemos fazer como Igreja para ajudar os migrantes?

Atitudes de acolhida, ir ao encontro dos mais necessitados, como diz o Papa Francisco. Ir aonde eles se encontram e ajudá-los a buscar saídas diante das dificuldades. Ir ao encontro das necessidades do migrante, ser comunidades abertas.

Que nas comunidades haja pessoas, lideranças para o serviço de escuta, acolhimento e visitas às famílias que chegam, ou às famílias mais pobres, distantes dos meios da comunidade.

São importantes também as campanhas para doação de alimentos e roupas para defendê-los do frio.

 

Fonte: Encontro Semanal - Fulvio Costa

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