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Desafios e pistas para uma pastoral urbana

Diante de algumas características das cidade grandes (metrópoles), podemos apontar, entre vários, alguns desafios para a pastoral.

Segundo o Documento de Estudo da CNBB nº 73 - "Catequese para um mundo em mudança", é preciso:

Amar a cidade. Ver nela também os pontos positivos. Isto não impede o senso crítico para discernir as estruturas opressoras.

Descobrir os valores da cidade: proximidade, meios de transporte, escolas, hospitais, lazer, teatros, comércio etc.

Entender o jeito da cidade. O agente de pastoral não poder ser um "moralista" frente à cidade. Há necessidade de se inculturar (aliás, a inculturação é um grande desafio para a pastoral urbana).

Entender a linguagem e os símbolos da cidade. O ponto de referência são as coisas produzidas pelo homem.

Ir ao encontro: a cidade é dinâmica. Faz a gente sair de si mesmo. Faz a Igreja ser missionária. Ir para as praças, para os conjuntos habitacionais, para os locais de lazer, para as periferias. Será uma pastoral aberta, na rua, intinerante, peregrina, e não fechada nos escritórios pastorais.

Criar uma mística própria da cidade, baseada na fé autêntica, baseada na Palavra de Deus, para que toda a cidade seja evangelizada. Atingir o coração das pessoas, provocar mudanças a serviço da vida, como foi a missão de Jesus: "Eu vim para que todos tenham vida" (Jo 10,10).

Há diminuição de controle social tradicional - levando a uma falsa autonomia (por ex.: o conceito de liberdade tradicional é profundamente questionado hoje) enquanto outras formas novas de controle social vão surgindo, como é o caso do consumismo, meios de comunicação social, especialmente a televisão.

Acolher os que sofrem na cidade. A cidade também é a concentração dos que sofrem, dos que são excluídos (jovens, adultos, anciãos, mendigos, enfermos etc.) mais do que nunca é preciso retomar, com vigor, a "opção preferencial e evangélica pelos empobrecidos". Na cidades, sem rumo, que vivem no anonimato, como os catadores de lixo, desempregados, prostituídas(os), migrantes em teto. A cidade não consegue fazer a integração destas pessoas.

Desenvolver o exercício da cidadania. Na cidadania. Na cidade, o grande desafio é a prática da cidadania. Esta vem ao encontro de todos os outros desafios de que já falamos. O Pe. Comblin diz que, na cidade, os pobres podem aprender a "prática política". E esta prática é a consciência crítica dos seus direitos e deveres. "A cidade é a política no concreto" (Cf. Comblin - Cristãos rumo ao século XXI: nova caminhada de libertação; Paulos, p.361).

Valorizar, incentivas e solidaridarizar-se com as organizações populares da cidade. "O caminho certo é o confronto com os problemas imediatos da cidade, que3 obrigam a organizar a vizinhança e formar forças de pressão e de ação. A política não se aprende nas reuniões, mas sim na rua e nos seus desafios" (op. Cit. P. 361)

No plano religioso, encontramos um grande desafio que é a tarefa urgente de correção dos "desvios" (se assim os podemos chamar) da pós-modernidade. Duas correntes aparecem brigando entre si: uma afirma "o respeito à vida, á terra, às pessoas; recoloca o valor do subjetivo, do sentimento, da emoção e da solidariedade; retoma a busca da pz, do amor e da dimensão efetiva e espiritual das pessoas; a outra se projeta no individualismo, na auto-realização a qualquer preço, na busca do poder e do prazer, nas fugas, num contestação extrema ao mundo racional pelo caminho da irracionalidade". (Cf. Ir Nery. FSC - Folha Catequética. Nº 122 - agosto/96, p. 4).

Perceber-se que o desafio pastoral é fazer o equilíbrio entre estas duas correntes, fomentar o valor da solidariedade e da doação, rompendo com o egoísmo e a fechamento.

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