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História Cronológica da Igreja Católica

Este estudo (reproduzido na íntegra) foi extraído do suplemento "Igreja Católica" de 25 de setembro de 1997 do jornal Folha de São Paulo, por ocasião da terceira visita do Papa João Paulo 2º ao Brasil. É indicado como referência cronológica dos principais acontecimentos que marcaram a história da Igreja Católica no mundo, desde a morte e ressurreição de Jesus Cristo, até o ano de 1997.

Data Fato Ocorrido
33 d.C

Jesus Cristo é crucificado em Jerusalém e ressuscita, segundo os evangelhos.
49

É realizado o Concílio de Jerusalém, a primeira reunião de chefes da Igreja; reunidos na cidade sagrada, os apóstolos decidem se os cristãos vindos do paganismo teriam de ser circuncidados como os judeus para receberem o batismo.
64-67 Segundo a tradição, os apóstolos Pedro e Paulo são mortos na perseguição imposta aos cristãos por Nero, imperador romano; Pedro, primeiro bispo de Roma e, assim, primeiro papa, teria sido crucificado de cabeça para baixo. Paulo, degolado.
217 O sacerdote romano Hipólito torna-se o primeiro antipapa da história ao reivindicar o título contra Calisto 1º. Hipólito recusava a tese de que a Igreja poderia perdoar qualquer pecado.
300 É elaborada a primeira lei do celibato clerical no Concílio de Elvira (Espanha); o celibato não se estendeu a todo o clero porque o concílio não era ecumênico.
313 O imperador Constantino 1º proclama o Edito de Milão, que estabelece a tolerância religiosa para o cristianismo dentro do Império Romano.
325 É realizado o Concílio de Nicéia (Turquia), primeiro concílio ecumênico da Igreja, convocado pelo imperador Constantino. Trezentos bispos se reúnem para condenar o arianismo - heresia que nega a divindade de Jesus Cristo.
361 O imperador romando Juliano, "O Apóstata", converte-se ao paganismo, retoma práticas pagãs e volta a perseguir os cristãos.
381 O Concílio de Constantinopla - convocado para condenar de vez o arianismo - proclama o Credo, resumo da crença cristã repetido como oração até hoje.
476 Roma é tomada pelos visigodos;a parte oriental do império sobrevive como Império Bizantino. O ocidente, invadido por povos germânicos, se divide em vários reinos.
752 O papa Estevão 2º é eleito em 22 de março e morre quatro dias depois, antes mesmo de sua investidura. É registrado como o menor pontificado da história.
910 É fundado o mosteiro beneditino de Cluny, na Borgonha, que propaga um movimento de reforma da Igreja. De Cluny sairia o papa Gregório 7º, que consolidou o poder do papado.
1054 O "Cisma do Oriente" separa a igreja ocidental, de rito latino e que tem Roma como sede, da igreja oriental, de rito grego e ligada ao Império Bizantino.
1075 O papa Gregório 7º proíbe a investidura laica - nomeação de bispos pelo imperador. Tem início a disputa entre papas e imperadores conhecida como querela das investiduras.
1095 O papa Urbano 2º convoca a 1ª Cruzada no Sínodo de Clermont; os caveleiros cruzados partiriam de todas as partes da Europa rumo à Terra Sagrada no ano seguinte e tomariam Jerusalém em 15 de julho de 1099.
1122 Em 11 de setembro, é firmado a Concordata de Worms - um acordo entre o papa Calisto 2º e Henrique 5º, imperador do Sacro Império Romano Germânico, sobre a questão das investiduras. Pela concordata, o papa nomeava os bispos e o imperador participava de nomeações por eleição em caso de empate.
1123 É realizado o 1º Concílio de Latrão - primeiro concílio da Igreja no Ocidente - que aprova acordo sobre o fim das investiduras firmado em Worms no ano anterior; é o fim da Querela das Investiduras.
1229 Instala-se a Inquisição para punir os hereges, os que, sem deixar a igreja, negam parte da doutrina. As regras processuais adotadas pelos tribunais da Inquisição disciplinavam o uso da tortura como meio de obtenção de confissão.
1309 Clemente 5º (eleito papa em 1305) muda a sede do papado de Roma para a cidade francesa de Avignon; uma série de papas franceses mantém a Igreja na cidade até 1376, quando o papa Gregório 11 volta a Roma.
1378 Os cardeais franceses, sediados em Avignon, elegem um antipapa (Clemente 7º) três meses depois de reconhecerem Urbano 6º como sucessor de Gregório 11; a Igreja ficou dividida entre Roma e Avignon até a eleição de Martinho 5º, em 1417.
1439 É eleito o último antipapa, Félix 5º, que exerce o poder em oposição ao papa "oficial" Eugênio 4º; diante de sua fraca influência, Félix 5º abdica em 1449.
1500 No dia 26 de abril, o frei Henrique Soares de Coimbra reza a primeira missa em solo brasileiro, no ilhéu de Coroa Vermelha (BA).
1517 Em 31 de outubro, Martinho Lutero publica na porta do castelo de Wittenberg as suas "95 Teses"condenando a venda de indulgências pela Igreja.
1521 Lutero é excomungado pelo papa Leão 10º que aponta 41 desvios doutrinais em seus ensinamentos. Príncipes alemães abraçam a reforma de Lutero, que se torna religião oficial do Estado alemão. É a primeira grande divisão da Igreja.
1534 Ignácio de Loyola funda a Companhia de Jesus, uma das mais importantes ordens religiosas; a ordem dos jesuítas só seria reconhecida pelo papa Paulo 3º, em 1540.
1534 O rei inglês Henrique 8º decreta o "Ato de Supremacia"e consolida a separação entre a igreja e o poder real inglês, dando origem à Igreja Anglicana.
1563 Termina o Concílio de Trento; convocado por insistência do imperador Carlos 5º para tentar reunificar a igreja, o concílio consagra a contra-reforma, reafirmando com clareza as teses católicas condenadas por Lutero. O concílio reforma a liturgia e promove a edição do primeiro catecismo católico.
1572 Na noite de 23 de agosto, cerca de 6.000 protestantes são mortos por católicos em Paris; o episódio se inscreve no período das "guerras de religião" e ficou conhecido como a "Noite de São Bartolomeu".
1846 Começa o pontificado do Papa Pio 9º - o mais longo dos pintificados da história da igreja - que duraria 31 anos e oito meses, até 1878.
1870 Termina o primeiro Concílio Vaticano, que define a infalibilidade do papa - prerrogativa de não errar em questões pertinentes à fé e à moral.
1870 O rei italiano Napoleão 3º é deposto, a Itália transforma-se em República e a Igreja tem parte de suas terras confiscadas; contrário ao movimento, o Papa Pio 9º confina-se no Vaticano e se diz "prisioneiro" do regime.
1891 O papa Leão 13 lança a encíclica "Rerum Novarum" ("Das Coisas Novas"); a encíclica dá as bases da doutrina social da igreja, condenando a luta de classes e propondo reformas sociais.
1903 Assume o Papa Pio 10º, que propõe reformas na música sacra e no Código de Direito Canônico. Foi canonizado em 1954.
1914 Com o morte de Pio 10º, é eleito o papa Bento 15. Teve seu pontificado marcado pelo Primeira Guerra Mundial, da qual se manteve neutro.
1922 Pio 11º é o novo papa. Teve como programa promover a paz após a Primeira Guerra Mundial. Fica 17 anos no comando da Igreja.
1929 É criado o Estado do Vaticano; o Tratado de Latrão, firmado com o líder fascista italiano Benito Mussolini, encerra a "Questão Romana" - iniciada depois da unificação italiana -, indenizando a Igreja pelas terras anexadas e reconhecendo a sua soberania no Vaticano.
1939 Em setembro, Pio 12 já era o novo papa e propiciou asilo a mais de 5.000 judeus, vítimas da perseguição do governo alemão. Estoura a Segunda Guerra Mundial.
1962 O Concílio Vaticano 2º, aberto pelo Papa João 23 (eleito em 1958), permite que o latim seja substituído por línguas locais nos cultos religiosos.
1963 O Papa Paulo 6º é eleito e é o primeiro papa a viajar para diferentes países. Ficou conhecido por ser fiel à tradição e ao mesmo tempo aberto ao desenvolvimento. Lançou a encíclica "Humanae Vitae", que condena controle artificial de natalidade.
1968 É exposta na Conferência de Medellín (Colômbia) a "Teologia da Libertação", conjunto de teses surgidas no seio da Igreja Católica que defende que a libertação do homem não pode se dar na miséria, daí a importância das transformações sociais e das lutas políticas.
1978 O papa João Paulo 1º morre depois de 33 dias no cargo. Um papa não-italiano é eleito pela primeira vez em 455 anos; aos 58 anos de idade, o polonês Karol Wojtyla assume em 16 de outubro e passa a ser chamado João Paulo 2º.
1984 Em 3 de setembro, o Vaticano condena trechos do livro "Igreja, Carisma e Poder", do brasileiro Leonardo Boff, um dos teóricos da Teologia da Libertação. Boff é obrigado a um ano de silêncio obsequioso.
1992 O Papa João Paulo 2º lança o Catecismo da Igreja Católica, o terceiro compêndio do catolicismo de toda a história. Em 1997, o Vaticano atualiza alguns pontos do Catecismo como o que torna mais restrita a aceitação da pena de morte.

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