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Apontamentos sobre alguns desafios da Evangelização no mundo urbano

1- Primeiramente é preciso ver a realidade do homem e da mulher de hoje. Mais do que nunca as pessoas têm hoje maior consciência de sua dignidade, cidadania, liberdade e participação. Isto deverá influenciar diretamente na maneira da Igreja fazer pastoral.

2- Há cada vez mais um desejo de maior autenticidade e testemunho das pessoas. Por isso a Igreja (a comunidade é vista como aquela que será o modelo desta autenticidade, desta vida diferente que irá tocar na insensibilidade do mundo, sendo um sinal profético (Dimensão Profética) - Evangelizar pelo testemunho.

3- A crescente valorização da subjetividade tem nos questionado cada vez mais o modo que as pessoas são recebidas, tratadas, acolhidas na comunidade e ninguém quer ser tratado como um desconhecido ou mesmo como alguém inferior, mas que seja reconhecida como sujeito, pessoa. Nasce então a urgência de uma boa acolhida em todos os sentidos e em todos os momentos. Muito mais do que exigências autoritárias é preciso dialogar! Mostrar caminhos, acompanhar, ter misericórdia (dimensão da acolhida fraterna, e da Igreja Samaritana, servidora).

4- O ritmo da cidade dos trabalhadores, do comércio, das indústrias etc, é diferente do ritmo do mundo eclesiástico e eclesial. É preciso descobrir a urgência de criar serviços que atendam as pessoas no horário que elas precisam e podem. Como Jesus, que saiu para descansar e chegando do outro lado encontrou a multidão que já o esperava, isto também acontece hoje. Não seria para nós o único privilégio servir! (rompimento dos esquemas rígidos e ultrapassados).

5- Hoje há um grande clamor da escuta e do conhecimento (no sentido bíblico joanino) de Deus. Fazer a experiência de Deus de fato. Na realidade a Paróquia tradicional se elitizou e fechou-se em si mesma, virando as costas para as pessoas. Nós padres somos poucos e dificilmente iremos atingir pelo menos 50% do rebanho. É urgente o ministério da missão e da visitação. A Igreja (comunidade) precisa ir para as casas, para os prédios e apartamentos. Isto vai depender da consciência profunda de que somos todos missionários e temos está missão. Ligado a isso deverá valorizar uma formação sólida e permanente e de todos os sentidos (dimensão missionária e ministerial da Igreja).

6- O mundo de hoje está desintegrado. As pessoas se perdem e não se encontram mais. Nasce a urgência de fortalecer os laços comunitários. Mais do que nunca hoje, a Igreja tem de ser de fato comunidade / paróquia (comunidade de paróquias e movimentos). Este desafio talvez seja fundamental para salvar a Igreja do isolamento e até mesmo do individualismo. É preciso voltar ao ideal dos primeiros cristãos (dimensão comunitária).

7- O cristianismo hoje tem que ser diferente. Espera-se de nós que tenhamos atitudes radicais em relação à fé, ao amor, à caridade fraterna, à justiça e solidariedade e a transformação do mundo, que nos farão realmente diferente dos outros, embora dentro do "mundo". Isto exigência uma atitude interior mais profunda (dimensão do testemunho dentro do mundo).

8- Amor aos empobrecidos. A comunidade deverá ser a casa dos pobres como também a casa e escola de oração. Uma verdadeira evangelização deverá ter um amor forte e misericordioso como os pobres deste mundo que são sacramento de Jesus Cristo e apelo para nossa conversão (dimensão da solidariedade e da caridade fraterna).

9- A Igreja não está mais separada do mundo. Deverá tornar-se parceira na luta pública, política, influenciando o tecido social com sua mensagem e testemunho (dimensão pública da Igreja).

10- "Ó Pai para que todos sejam um, a fim de que o mundo creia". Trabalhar pela unidade, acreditar no diálogo ecumênico é fazer acontecer uma nova face da Igreja de Jesus Cristo no mundo hoje! (Dimensão ecumênica e macro ecumênica).

11- O clamor de Jesus: convertei-vos e crede na Boa Nova. Evangelizar a cidade hoje exige de nós uma profunda conversão a fim de que deixemos os hábitos antigos e assumamos o novo, o desafio. Saber perder os privilégios de uma elite clerical e eclesial e descobrir que viemos para servir e não para ser servidos.

12- Tudo é muito fácil. Basta querermos. Termos força de vontade, fé e acreditar na força do espírito de Deus que conduz a cidade.

Sugestões e pistas de ação:

1- Levantamento de todas as atividades que significam as realidades locais (micro realidades).

2- Reconhecer a autonomia das micro-realidades.

3- Ajudar a superar a solidão da multidão.

4- No processo econômico-político buscar uma consciência ética da justiça.

5- No processo cultural, fazer maior comunhão com todas as culturas, sobretudo as oprimidas.

6- No planejamento pastoral, ter como base a solidariedade entre as comunidades.

7- "O peso da Igreja" deve ser colocado do lado das micros-realidades onde está surgindo o novo.

8- Quando falamos em micro, queremos pensar a Igreja como redes de comunidades. Quando falamos em macro, queremos pensar a Igreja a Igreja como grande força simbólica na sociedade.

9- O macro deve permitir a articulação do micro e o micro permite a profundidade de vida (testemunho).

10- É preciso superar o conceito geográfico e burocrático da Paróquia tirando a noção de espaço.

11- A Paróquia deve ser vista como um pólo de interesse, deverá marcar presença nesses espaços de interesse, atender os lugares de convergência de interesses, descentralizar os conteúdos, fortalecer as informações (Pastoral da Comuni-cação?) e fortalecer cada vez mais os ministérios leigos.

O que já conseguimos ou queremos conseguir

(resgate de experiências significativas existentes)

1- Reunião Mensal de Pastoral

2- Regiões sem Paróquias (no estilo tradicional)

3- Descentralização das Paróquias, vencendo os limites geográficos e assumindo o conceito no contido na exortação apostólica "Ecclesia in América".

4- Assumir de fato a inculturação nas cultura urbana, sobretudo nas culturas dos oprimidos, acreditar nas opções de (reforçar as comunidades, formação permanente e excluídos).

5- Ter coragem de assumir a originalidade cristã, que leva à crítica do poder, inclusive na Igreja. O poder tende a ser monocêntrico.

6- Enfim, provocar uma nova experiência de Deus que possa atingir, de fato, a sociedade e as pessoas.

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