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Educação da sexualidade no dia a dia da prática educativa

Uma Obra que acaba de ser publicada, e que segundo o autor do Prefácil, Fernando J. Regateiro, Professor da Faculdade de Medicina de Coimbra e Conselheiro do Conselho Nacional da Educação, "surge como um contributo valioso, vindo de professores e médicos experientes que têm propostas no âmbito da educação para a sexualidade e que assumiram o esforço e as incomodidades de passarem do juízo ao compromisso que gera a ação. O quotidiano da vivência docente encontrará nas suas páginas um suporte seguro e uma multiplicidade de propostas para abordagem dos temas da sexualidade, em contexto de sala de aula.

Neste livro a informação é rigorosa, a fundamentação teórica é relevante e é clara a ausência de ambigüidades. Poderá não colher unanimidades, mas será merecedor do respeito de todos pela sua valia intrínseca, pela força dos valores em que assenta e pela clareza com que os assume. Transforma-se em texto de referência para as escolha dos professos no âmbito da educação da sexualidade, será o próximo passo".

Numa época em que a sexualidade é tão mal tratada e em que começa a sentir-se necessidade de dar maior atenção aos danos pessoais e social que o mau uso da mesma, ou os conceitos distorcidos e redutores provocam, esta Obra pretende repor a dignidade e a beleza da sexualidade humana, quando inserida num quadro de valores e usada digna e responsavelmente.

Basta refletir a "inversão de marcha" que a América está a fazer na educação para a sexualidade responsável e sem abandalhamentos. Depois de bater no fundo e de perceber o quanto isso é pouco digno da pessoa humana, a mensagem da Casa Branca aos jovens Americanos é de afirmar e defender o que melhor método anticoncepcional é a abstinência e não o aborto. Entre as medidas tomadas, destaca-se: Rejeição de toda a espécie de educação sexual que contemple o aborto enquanto método contraceptivo; ensinar a castidade como forma de prevenção; recusa de financiamento a ONGs que promovam a educação sexual fora da perspectiva de que o melhor método preventivo é a abstinência; Investimento de milhões de dólares para apoiar programas que incentivem a castidade; financiamento a organizações que promovam abstinência sexual entre adolescentes; financiamento a organizações que promovam o casamento com método de evitar o aumento do número de mães solteiras; Combate ao aborto; Publicação de leis que dificultem o acesso à «pílula do dia seguinte» e cancelou o financiamento a ONGs que promovam ou dêem informações sobre o aborto".

Uma educação sexual isolada, poderá de fato ter efeitos perversos, é aliás este também o sentir dos autores desta Obra, que integra não só aspectos teóricos, mas também exercícios práticos, quando afirmam que: "Não se espere por isso, que as propostas de educação sexual, que na práticas e limitem à informação sobre o aparelho reprodutor, o relacionamento sexual, o HIV, a SIDA e outras doenças sexualmente transmissíveis e as gravidezes indesejadas, atinjam resultados melhores entre nós. sem negarmos a importância da informação, entendemos que esta, na ausência de referências valorativas que os jovens possam adaptar a partir de modelos atitudinais e comportamentais expressos por pessoas em que confiem e que respeitem, pode transformar a sexualidade numa prática desprovida de afetos, reduzida à dimensão hedonista e mesmo dos instintos (...).

Assentar a educação sexual em bases que não contemplem uma relação efetiva, responsável e partilha, poderá induzir nos jovens a idéia de eu todos o hedonismo poderá e deverá ser satisfeito, desde que evitem as gravidezes por métodos anticoncepcionais, ainda que se ignorem ou iludam as eventuais conseqüências de contatos sexuais fugazes e descontextualizados, ou a relativa ineficácia dos meios anticoncepcionais. Poderá ainda funcionar como uma forma de normalizar atitudes e comportamentos "sexualmente corretos" em que a prática sexual precoce embrutece o desejo e tolda ou inclusive substitui a dimensão dos afetos e da descoberta do amor.

"Fazer educação para a sexualidade, de uma forma desajustada à idade e ao tempo de maturação psicológica e emocional, sem ponderação da falta das necessárias defesas em crianças e adolescentes, poderá comparar-se a dar uma moto potente a um adolescente e esperar que ande devagar, só porque os pais o avisaram sobre o risco de sofrer um acidente grave em conseqüência da velocidade excessiva!"

Esta obra pode e deve ser também de grande ajuda para os pais na educação sexual de seus filhos. Em vez de outras prendas fúteis, talvez possa ser tais um óptica prenda de casa para o Natal.

"Livro: Educação da Sexualidade no dia-a-dia da prática educativa:
Alda Maria Dias, Carlos Remalheira, Luiz Marques, Maria Emília Seabra
Maria Leonor Cabral Antunes"
Fonte: Jornal da Família, Ano XLII - nº 489, novembro de 2002.

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