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Por que celebramos o Natal dia 25 de dezembro?

Algumas pessoas dizem que é errado comemorar no Natal porque nenhum dos evangelhos especifica a data do nascimento de Jesus.

 

                                                                                                                                             Foto: meliuz

 


Alguns grupos proselitistas, especialmente as testemunhas de Jeová, afirmam que é proibido celebrar o Natal, porque nenhum dos quatro evangelhos especifica a data do nascimento de Jesus.

Mas isso seria como dizer: “Como não temos a sua certidão de nascimento, não vamos fazer sua festa de aniversário”.

Por outro lado, eles consideram que, no mês de dezembro, por ser extremamente frio em alguns lugares, seria impossível que os pastores tenham estado cuidado das suas ovelhas no campo, como aparece no relato dos evangelhos.

Os primeiros cristãos não pensavam assim. Desde o século IV, o Natal começou a ser celebrado no dia 25 de dezembro, levando em consideração que, nesta data, o dia é mais longo e o sol dura mais tempo iluminando a terra.

Sendo Jesus “a luz do mundo” (João 9, 5) e “o sol que nasce do alto para iluminar os que vivem nas trevas e na sombra da morte” (Lucas 1), considerou-se oportuno fazer a lembrança do nascimento de Jesus coincidir com a data na qual a presença do sol é mais longa com relação à terra.

Na verdade, o que comemoramos no dia 25 de dezembro não é uma data, mas um acontecimento, ou seja, o nascimento de Jesus e o amor misericordioso do Pai. Porque “Deus amou tanto o mundo, que nos deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”.

De qualquer maneira, pesquisas recentes descobriram que o dia 25 de dezembro representa uma data histórica, como veremos a seguir.

Comumente se aceita a notícia antiga segundo a qual a celebração do Natal do Senhor foi introduzida na primeira metade do século IV pela Igreja de Roma por razões ideológicas (para substituir a festa pagã do sol).

A data teria sido estabelecida no solstício de inverno, em dezembro. Portanto, no âmbito cristão, remontando nove meses, teria sido determinada em 25 de março a celebração da anunciação do anjo a Maria. Por conseguinte, seis meses antes do Natal, teria sido colocada também a data do nascimento de João Batista.

Mas então o dia 25 de dezembro, data em que recordamos o nascimento de Jesus, é uma data histórica ou não?

Segundo as últimas pesquisas (cf. Tommaso Federici, “25 de dezembro, uma data histórica”), o dia 25 de dezembro, como dia em que Jesus nasceu, é uma data histórica.

Mas como se chegou a esta conclusão? Tendo como ponto de partida o anúncio do anjo a Zacarias.

Mas em que data Zacarias exerceu seu ministério no templo? Sendo da classe de Abias, correspondiam-lhe os últimos dias de setembro, entre 20 e 30.

Portanto, 6 meses depois, Maria recebeu o anúncio do anjo (25 de março); meses depois, nasceu João Batista (24 de junho); 9 meses depois da anunciação a Maria (25 de março), nasceu Jesus (25 de dezembro).

Os dias 23 de setembro e 24 de junho para o anúncio e nascimento de João Batista, e o dia 25 de dezembro para a anunciação do Senhor e seu nascimento não foram datas arbitrárias nem copiadas de ideologias da época.

As igrejas haviam conservado memórias ininterruptas e, quando decidiram prestar-lhes homenagens nas celebrações litúrgicas, a única coisa que fizeram foi sancionar o uso imemorial da devoção popular.

 

 

Sources: Aleteia

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