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O que é Liturgia como Ação Ritual

No mês passado vimos que a celebração é Ação Simbólica. Mas, para ficar completo precisamos compreender também a liturgia como Ação Ritual, um aspecto que muitos rejeitam atualmente, confundindo com ritualismo e rubricismo.

O que é mesmo uma ação ritual ou um rito?

É uma ação simbólica repetida muitas vezes no decorrer da vida. Ao repetí - la regularmente, aprofundamos o sentido da vida dentro das circunstâncias sempre diferentes de nossa realidade , vamos crescendo e amadurecendo como pessoas.

O rito não é usado só na liturgia. Desde crianças somos levados a adquirir hábitos, repetindo gestos como: dar a mão, cumprimentar, beijar, bater palmas, comportar-se à mesa.... Onde existe um grupo de pessoas aí encontramos ritos.

Rito também tem a ver com regras. É uma ação repetida que segue normas já estabelecidas garantindo seu sentido e sua continuidade. Onde formos encontraremos, por exemplo, o jogo de futebol com as mesmas regras que lhe garantem a identidade de futebol em todos os tempos e lugares.

O rito é uma ação ou um conjunto de ações que um grupo determinado, uma família, uma comunidade encontra para expressar sua fé, sua maneira de ver a vida, o mundo. Assim conseguem guardar e transmitir para outras gerações seus valores, suas raízes." Mudar constantemente os ritos, significa mudar os fundamentos, esquecer as raízes."

A celebração cristã é ação ritual , é repetição de uma ação simbólica deixada por Jesus ou trazida até nós pelas primeiras comunidades, lembrando os gestos libertadores de Jesus, em sua vida e missão. Ao repeti -los conscientemente e de coração vamos nos ligando e nos identificando cada vez mais com Ele e com seu Reino.

O essencial de uma celebração não muda. O que pode e deve mudar é sua expressão cultural. Cada povo tem seu jeito próprio de comer, beber, agradecer, expressar o perdão, o amor. Uma refeição comum feita no corre-corre da semana é diferente de um jantar festivo. Os acontecimentos também dão sempre elementos novos e diferentes para uma celebração. Então, o rito essencial permanece mas, cada celebração é um acontecimento novo que não se repete nunca.. O que precisamos evitar é fazer o rito pelo rito, rotineiramente, sem atitude interior correspondente.

Maria de Lourdes Zavarez
Serviço de Animação Litúrgica
Arquidiocese de Goiânia-Spar

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