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Na Liturgia, a comunicação vai além das palavras

A palavra, humana e divina, ocupa um lugar de destaque na liturgia. As leituras bíblicas proclamadas, ouvidas e comentadas são elementos essenciais da liturgia cristã. Elas não podem faltar em nenhuma celebração. Mas, a comunicação mais profunda não cabe em palavras. Por isso, a comunicação verbal não é suficiente e, muitas vezes, quando excessiva, chega a impedir a verdadeira comunicação, a vivência profunda do mistério celebrado. Muitas coisas serão ditas através de gestos, ações simbólicas, movimentos, danças, olhares, música, desenhos, pinturas e principalmente através do silêncio.

É muito comum entre nós a preocupação de explicar tudo, fazer longos comentários introdutórios, preenchendo todos os espaços da celebração com falas, discursos, palavras... Isto muitas vezes, dificulta a ação do Espírito para fazer germinar e crescer a Palavra no mais profundo de nosso ser.

“A palavra é sinal da presença de Cristo, Verbo de Deus, Palavra viva, manifestação visível do Pai. O silêncio, os gestos, os símbolos... são sinais do Espírito, presença escondida, velada, que só se percebe com os olhos e os ouvidos do coração”.

Cristo e o Espírito Santo são inseparáveis. A Palavra só se revela no silêncio. Como garantir esta ação conjunta de Cristo e do Espírito em nossas celebrações? Certamente, muito dependerá da equipe de liturgia! Ela precisa cuidar do equilibrio entre falas e silêncios, cultivar outras formas de comunicação sem palavras e, nas introduções, quando necessárias, usar um tom orante e convidativo, evitando uma linguagem apenas informativa e funcional.

O silêncio será sempr oprtuno antes de iniciar a celebração, após um breve ensaio de cantos. Um refrão meditativo, tipo mantra, poderá ajudar a assembléia a silenciar, abrindo-se ao Espírito para bem celebrar. Após o “oremus”, depois de cada leitura, depois do canto do salmo, depois da homilia, entre uma prece e outra, após a comunhão... São momentos em que cabe oportunamente, um instante de silêncio.

Mas, é preciso tmabém que cada pessoa participe conscientemente, esteja bem concentrada, acompanhando com atenção e procurando estar presente (de corpo, mente e coração) em tudo o que acontece na celebração.

“É preciso buscar o lado de dentro das coisas, a presença velada de Deus e abrir-se para o encontro que pode acontecer a todo momento. É preciso ver para além daquilo que se vê, ouvir para além daquilo que se ouve, perceber para além daquilo que se percebe... (Ione Buyst)

Maria de Lourdes Zavarez
Serviço de Animação Litúrgica
Arquidiocese de Goiânia-Spar

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