Seja Dizimista

Rádio Catedral

rdio

Litugia Diária

 

Facebook

O canto é elemento essencial e não apenas enfeite

A música está presente em todos os momentos, em todos os lugares, em todas as épocas. Temos necessidade de cantar ou ao menos, de ouvir uma música que tenha alguma coisa a ver com o momento pelo qual passamos.

Cantamos ou ouvimos música na hora da alegria, da tristeza, da derrota, do luto, da vitória... Pela música, revelamos o que está dentro de nós: sentimentos de amor, de carinho, de gratidão, de saudade, de relação com Deus.

O canto e a música são formas litúrgicas essencias que, como Povo de Deus, encontramos para: exprimir nossa fé, gritar nosso sofrimento, declarar nosso amor a Deus, proclamar nossa gratidão e louvor, aclamar e responder a Palavra de Deus, revelar nossa esperança, cantando a ressurreição... “Onde há manifestação de vida comunitária, existe canto, e onde existe canto, celebra-se a vida”.

O canto é um meio para se entrar mais profundamente em comunicação com o mistério da salvação que se realiza na celebração litúrgica. Deve ser a expressão da fé e da vida de cada comunidade. Por isso, o canto não deve ser tratado como simples enfeite ou apenas para preencher espaços ou tornar a celebração mais alegre e animada. O canto é parte necessária e integrante da liturgia, é um sinal sensível, sacramental. Ele torna possível uma participação ao mesmo tempo pessoal e comunitária da assembléia. Assim, ele não deve ser considerado privilégio ou tarefa de algumas pessoas, de um grupo, de um cantor, do coral. A ação de cantar é de todo o povo celebrante.

Não se trata também de cantar qualquer canto e em qualquer momento, mas o canto mais adequado para o momento determinado. ele deve ser escolhido, de acordo com a ação litúrgica, ser bem ensaiado e bem cantado para ajudar toda a assembléia a rezar melhor e mais unida.

Cada canto tem sua função e pede uma atitude interior correspondente. Há cantos que acompanham um rito, como: o canto de entrada, o canto de preparação das oferendas, o canto do Cordeiro de Deus, o canto de comunhão. Os cantos mais importantes são osque são o próprio rito, como: o salmo, o glória, a aclamação ao evangelho, o santo, as aclamações e o amém final da oração eucarística. Cantamos a liturgia, o mistério que celebramos, e não apenas na liturgia e, por isso, cada canto tem uma finalidade prórpia dentro da dinâmica da celebração.

Na escolha dos cantos é preciso considerar também: o tempo litúrgico (Advento, Natal, Quaresma, Páscoa ou Tempo Comum); o tipo de celebração (Missa, Celebração dos Sacramentos, festa do Padroeiro); a realidade da comunidade e da assembléia presente; o conteúdo do canto (orante, bíblico, vida da comunidade).

Daí a necessidade de pessoas preparadas, musical e liturgicamente, para orientar o canto litúrgico na comunidade: animador(a) para ensaiar o canto com a comunidade, grupo de cantores, instrumentistas, salmista.

Maria de Lourdes Zavarez
Serviço de Animação Litúrgica
Arquidiocese de Goiânia-Spar

Praça Dom Emanuel, s/n Setor Central – Goiânia-GO 74030-140
E-mail: contato@catedralgo.com.br
Telefone: (62) 3223-4581 / 3225-0339 Fax: (62) 3229-4115