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Na Missa, o Pão da Vida é partilhado em duas mesas!

A liturgia da palavra e a liturgia eucarística são as duas partes mais importantes da missa, antecedidas pelos ritos iniciais e concluídas pelos ritos finais. São momentos distintos mas, não desligados um do outro. Os dois nos ajudam a viver um único encontro com a pessoa de Jesus.

Na liturgia da palavra, Cristo está presente e nos oferece sua vida - Ele, o Verbo de Deus, palavra que alimenta e dá sentido à nossa vida. Podemos então falar que participamos de duas mesas: a mesa da Palavra e a mesa eucarística. Em ambas recebemos o Pão da Vida, que é Jesus no mistério total de sua páscoa.

Todo o rito da palavra se dá em torno da estante da Palavra ou ambão; o altar deveria ser usado somente para o rito da eucaristia. As duas mesas merecem igual importância. Assim como o altar, a estante da palavra deve ocupar um lugar de destaque, podendo ser vista com facilidade pelos participantes. Olhando para a estante, olhando para a pessoa que proclama os textos bíblicos, para a pessoa que canta o salmo, para quem faz a homilia, encontramos o próprio Cristo que nos comunica a palavra da vida que é Ele mesmo, o Verbo encarnado. As preces dos fiéis também poderão ser feitas da estante. Evitar usar a estante para outras funções.

Um elo de ligação entre as duas mesas é a homilia. Ela faz (deve fazer!) “arder” nossos corações, apontando o sentido profundo dos acontecimentos de nossa vida e projetando sobre eles a luz da ressurreição. Assim “aquecidos” e “iluminados” entramos na liturgia eucarística, para selar nosso encontro com o Senhor: entregamos com Ele nossa vida ao Pai, através dos gestos de: tomar nas mãos o pão e o vinho, dar graças, partir e reparti-los entre nós. Realizamos assim, com sinais sensíveis o mistério da morte e ressurreição do Senhor, anunciando na liturgia da palavra.

Todo o rito eucarístico, portanto é nossa resposta imediata, nossa profissão de fé na pessoa de Jesus e seu projeto, sacramentalmente proclamada.

Outro elo que liga as duas mesas é o prefácio: numa louvação retomamos o que o Senhor realizou a nosso favor e que foi proclamado na liturgia da palavra. Por isso, quando escolhemos o prefácio precisamos levar em conta a festa ou o tempo litúrgico e também os acontecimentos da vida da comunidade. Seria muito bom se quem preside pudesse exercer seu profetismo, entoando este louvor eucarístico, a partir da realidade atual da comunidade celebrante, na liberdade do Espírito, superando a recitação formal de um texto escrito.

Um terceiro elo entre as duas mesas deveria ser o canto de comunhão, cuja letra retome ou lembra o evangelho do dia. Enquanto comungamos o pão eucarístico, cantamos, renovando o compromisso feito no diálogo com o Senhor, na liturgia da palavra. Este é um dos melhores critérios para a escolha de um canto de comunhão.

A comunhão eucarística torna-se assim também comunhão com a Palavra: nos alimentam, nos amadurecem no seguimento de Jesus e nos levam a uma identificação cada vez maior Ele.

Procuremos participar da missa tendo uma atitude nova em relação a esta realidade.

Maria de Lourdes Zavarez
Serviço de Animação Litúrgica
Arquidiocese de Goiânia-Spar

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