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Tomar nas mãos o pão e o vinho

Preparar a mesa... Apresentar as oferendas...

Em nosso último artigo mostramos que a liturgia eucarística acompanha os gestos de Jesus na última ceia. Em cada celebração eucarística, Ele refaz conosco os gestos de tomar nas mãos o pão e o cálice com vinho, dar graças, partir e reparti-los, dizendo: “ Isto é meu corpo entregue, meu sangue derramado... é minha vida doada por vocês e por muitos... Comendo deste pão e bebendo deste vinho, vocês ficam unidos a mim, formando como que um só corpo comigo. Façam o que eu fiz. Coloquem sua vida a serviço de Deus, a serviço uns dos outros. Amem-se uns aos outros para que se realize o projeto do Pai... numa sociedade de iguais, de irmãos, sem excluídos...”

À semelhança de nossas refeições, a primeira ação que realizamos na liturgia eucarística é preparar a mesa e apresentar os alimentos. Pão e vinho, frutos da terra e do trabalho humano são trazidos. Eles contêm a força, a energia, o dinamismo da natureza... e também, trazem presente a capacidade humana de produzir, de inventar, de transformar, de saborear, de desfrutar... Pão e vinho simbolizam toda nossa realidade: alegrias e sofrimentos, conquistas e fracassos, abundância e carência, força e fraqueza... Neles estão presentes o clamor de tantos famintos, de desempregados e subempregados, de sem-terra e sem-teto, dos sem-saúde, enfim dos que têm sua dignidade e direitos desrespeitados... e de todos que lutam por uma sociedade mais justa, mais digna, mais feliz... Mas, neles estão presentes também nossos sonhos, nossa esperança de ver realizado o projeto de Deus que é vida abundante e feliz para todos e que, nosso empenho diário, os gestos de partilha, de doação, de ajuda mútua, de solidariedade... vão concretizando lentamente em nossa história, até que seja plenamente realizado.

Então, neste momento da celebração colocamos sobre a mesa toda esta realidade no pão e no vinho. Reconhecemos que tudo o que temos, tudo o que fazemos vem de Deus, Pai criador do céu e da terra. E agradecidos, O bendizemos pela sua bondade que tanto nos dá: Bendito seja Deus, pelo pão, pelo vinho que de sua bondade recebemos... É uma oração de bênção que fazemos inspirada na “berâkâh”, bênção judaica durante a refeição. Este não é ainda o ofertório. Neste momento estamos apenas preparando a oferta, a única oferta que será feita na Oração Eucarística.

Não deve haver um ofertório nosso desligado do ofertório de Jesus! E este único ofertório acontece no momento em que, pela ação do Espírito Santo, nossa vida se une à vida de Jesus no mistério de sua Páscoa e com Ele, por Ele e nEle nos tornamos um único Corpo, uma única oferenda elevada e entregue em louvor ao Pai, na unidade do Espírito.

Portanto, o ofertório propriamente dito se dá quando são erguidas as oferendas, enquanto vibrantemente é entoado o louvor: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda glória, agora e para sempre. Amém! Amém! Amém!”

Também a “coleta”, gesto de partilha gratuita aos irmãos ganha valor de culto quando integrada neste mistério.

Maria de Lourdes Zavarez
Serviço de Animação Litúrgica
Arquidiocese de Goiânia-Spar

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