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Eucaristia: dar graças, eis nossa vocação e nossa salvação!

É esta resposta que damos no início da Oração Eucarística, quando quem preside nos faz o convite: Demos graças ao Senhor Nosso Deus!

Este convite é dirigido a cada pessoa presente para unir-se de coração à ação de graças que a comunidade, corpo do Senhor, animada pelo Espírito vai fazer carinhosa e publicamente a Deus Pai, com Jesus.

Afirmamos que nossa vocação fundamental é dar graças, é reconhecer que toda nossa vida é DOM, é GRAÇA, é presente gratuito de Deus. É nossa salvação fazer desta vida também um Dom, uma doação generosa aos irmãos como fez Jesus.

É muito comum pessoas acharem que após a comunhão é o momento mais apropriado de agradecer a Deus na Missa. Mas, isto revela que não compreendem ainda o sentido da Oração Eucarística.

Jesus na última Ceia tomou em suas mãos o pão e o vinho e deu graças primeiro para depois entregá-los para ser comido e bebido. Esta seqüência nos apresenta um dado importante. O pão que comemos e o vinho que bebemos é o pão e o cálice da Bênção, da ação de graças.(cf. 1Cor 10,16-18).

E toda a Oração Eucarística é esta ação de graças, cuja origem é a bênção de mesa na tradição judaica, a “berakah”, traduzida no Novo Testamento pela palavra “eucaristia”. Juntos lembramos e agradecemos ao Pai pelas maravilhas que fez por nós na pessoa de Jesus, seu Filho amado, principalmente pelo mistério de sua morte e ressurreição.

É por isso que na missa, primeiro bendizemos e depois comungamos.

O ponto alto desta ação de graças é o momento da elevação do pão e do vinho, no final da oração eucarística, durante a doxologia (palavra de louvor) final: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, agora e para sempre. Amém!”

A ação de graças, que é toda a Oração Eucarística é proclamada pelo presidente da mesa, que fala em nome de todos como acontece em nossas festas quando queremos homenagear alguém, um faz o discurso em nome de todos. A assembléia participa atentamente e intervém com as aclamações: o “ Santo...”, o “ Eis o mistério da fé...”, o Amém final e as outras aclamações...

“É claro que só temos a ganhar com as orações eucarísticas e aclamações cantadas, em linguagem poética e musical própria da cultura da comunidade celebrante. Orações eucarísticas resmungadas ou recitadas às pressas jamais conseguirão expressar ou suscitar a nossa gratidão para com o Pai. Que sejam pelo menos proclamadas com convicção e alegria.”( Ione Buyst)

Ser eucarísticos, dar graças, fazer de nossa vida um dom a Deus e aos irmãos é nossa vocação...é nossa salvação, passamos da morte para a vida! M. Lourdes Zavarez Serviço de Animação Litúrgica Arquidiocese de Goiânia – maio/2001

Maria de Lourdes Zavarez
Serviço de Animação Litúrgica
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